Governador diz à Folha que construção de presídio em dunas foi “equívoco” e admite fechar Alcaçuz

Pela primeira vez, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, admitiu publicamente que a construção do presídio de Alcaçuz em área de dunas foi um “equívoco” e que não descarta a possibilidade de fechar a unidade prisional, que é cenário de uma sanguinária rebelião iniciada no último sábado e que, oito dias após o seu inicio, não se encontra totalmente debelada.
O presídio de Alcaçuz foi inaugurado em 26 de março de 1998 pelo então governador e hoje senador da República, Garibaldi Alves Filho, que na época anunciou a unidade prisional como solução para acabar com os problemas gerados pela Penitenciária Central Doutor João Chaves, conhecida como o “Caldeirão do Diabo”. O secretário de justiça na ocasião era o atual prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves.
Dezenove anos depois, Alcaçuz se consolida como uma unidade prisional que tem uma “história maldita”, como conceituou o  governador do RN, em entrevista concedida ao matutino diário, Folha de São Paulo, em matéria assinada pelo colaborador potiguar, Danilo Sá.
“Foi um grande equívoco na época construir um presídio em cima de uma duna. Acho muito melhor fazer um deslocamento [da penitenciária], ali hoje é uma área turística, tem muitas casas no entorno, tem lagoa, tem praia. Não cabe mais um presídio. Tem que levar para muito mais distante, isolada”, disse ele.
Robinson Faria  afirmou ainda que neste sábado, (22), o governo começará a construir um muro no presídio para separar as duas facções, Sindicato do Crime e Primeiro Comando da Capital, que se enfrentam há quase uma semana.
O governador espera que a construção de dois novos presídios possa apagar a maldição de Alcaçuz. “Estamos com a construção de dois novos presídios, um terceiro virá com dinheiro do presidente Temer, que ele enviou, do Fundo Penitenciário. Se tiver uma condição de que com esses três novos presídios, nós possamos suprimir e apagar a história maldita de Alcaçuz, nós iremos acabar com Alcaçuz”, disse.
Até domingo (23), 1.846 homens do Exército estarão nas ruas de Natal fazendo policiamento –nesta sexta, já havia 650 deles. “Vamos proteger os principais pontos estratégicos, como hospitais e aeroportos, e com isso garantir a normalidade”, disse ele.
Com informações do blog do FM.


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