RN registra nova rebelião em presídio do interior do Estado; um detento é morto

Presos de mais um presídio do Rio Grande do Norte iniciaram uma rebelião na noite desta quarta-feira (18). Dessa vez, foram os detentos da penitenciária estadual do Seridó, conhecida como o Pereirão, na cidade de Caicó, que iniciaram o motim.
Segundo o governo do Estado, um preso foi morto no tumulto, que teria sido iniciado por volta das 21h30 (horário de Brasília) por membros da facção Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte, que não aceitariam a chegada de presos do PCC.

Os presos atearam fogo em colchões e alguns deles subiram no telhado da penitenciária com tecidos com o nome da facção. A penitenciária tem capacidade para 257 presos e abriga atualmente 297.
Do lado de fora da cadeia, três veículos da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Caicó e um ônibus foram incendiados na noite desta quarta. Os atos ainda estão sendo investigados pela Secretaria de Segurança Pública, mas a suspeita é que tenham ligação com a guerra de facções instalada nos presídios potiguares.
Um dos automóveis incendiados era responsável pelo transporte de pacientes para tratamento de hemodiálise.
À Folha, o prefeito de Caicó, Robson Araújo (PSDB), mais conhecido como Batata, disse que a cidade enfrenta “um clima de caos e de pânico”.
Ainda no final da tarde a prefeitura começou a recolher todos os veículos oficiais temendo ações criminosas. Ao todo, mais de 50 veículos já teriam sido retirados das ruas e colocados em garagens sob proteção da Polícia Militar.
A nova rebelião acontece no mesmo dia em que o Batalhão de Choque encerrou o motim que já durava cinco dias e deixou 26 mortos no presídio de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal. Também aconteceu nesta quarta, a transferência de 220 detentos da unidade.
Em uma suposta ação de represália a remoção dos presos, 15 ônibus foram incendiados e tiros foram disparados contra duas delegacias. Segundo a Secretaria de Segurança Pública os ataques estão sendo apurados, mas há indícios de que tenham sido ordenados por membros da facção Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte.
Com isso, as ruas ficaram vazias de pedestres e o tráfego de veículos, bem abaixo do normal, já que muitas pessoas foram para casa mais cedo. A frota de ônibus também foi recolhida. Sem opção, as poucas pessoas na rua acabavam optando por voltar para casa com táxis, que foram autorizados a fazer lotação.
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