"SOLTURA DE LOURES E O RETORNO DE AÉCIO AO SENADO ENFRAQUECEM O COMBATE A CORRUPÇÃO."


Duas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) causaram verdadeira reviravolta no cenário político desta semana. A soltura do ex-deputado Rocha Loures, que teve a prisão convertida para prisão domiciliar e retorno de Aécio Neves ao cargo de senador, foram recebidos com duras críticas pelos grupos ligados ao combate à corrupção.

No RN, o coordenador adjunto do Marcco/RN (Movimento Articulado de Combate à Corrupção no RN), Carlos José Cavalcanti classificou as duas decisões como “surpreendentes preocupantes”.

Carlos José Cavalcanti
De acordo com ele, tanto a soltura de Rocha Loures, quanto o retorno de Aécio Neves ao cargo de senador, vão na contramão do momento em que há um combate perceptível aos crimes de corrupção no país.

“É lamentável que o Supremo tenha colocado as coisas desta forma, principalmente quando há fortes evidencias do envolvimento dos dois em escândalos de corrupção”, argumentou.

Para o coordenador, o fato do ex-deputado ter sido visto com uma mala cheia de dinheiro em uma ação controlada pela Polícia Federal é mostra mais do que suficiente de que ele cometeu um ato de corrução.

“No caso do senador Aécio, há outro agravante. Assessores diretos dele, incluindo integrantes da família também são apontados como envolvidos. Particularmente, enxergo as duas decisões como algo totalmente equivocado”, declarou.

Para José Cavalcanti, esta semana foi de muita tristeza para quem trabalha arduamente para combater a corrupção no Brasil. “Isso tudo causa uma grande decepção e entristece os órgãos de investigação que fazem um trabalho demorado e cuidadoso, um trabalho de longo tempo, para simplesmente, uma decisão de um poder judiciário colocar tudo abaixo. Isso nos deixa preocupados”, lamentou.


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