Tratem bem Robinson Faria; vocês podem precisar dele

Em 2014, a última eleição ao Governo do RN, a votação que determinou a realização do segundo turno não foi exatamente a obtida pelo segundo colocado Robinson Faria (PSD), que empalmou 623.614 votos (42,04%), contra 702.196 votos (47,34%) de Henrique Alves (MDB).
O que provocou a disputa decisiva vencida por Robinson foi o “fator Robério Paulino” (PSOL), que se capitalizou com 129.616 votos (8,74%), algo surpreendente, pois foram números incomuns para um terceiro colocado de esquerda e em sigla de pequeno porte.
Ele encarnou a repulsa de parte do eleitorado aos dois protagonistas.Em 2010, o terceiro colocado à ocasião teve bem mais votos do que Robério Paulino em 2014. Foi o então ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT), que juntou 160.828 votos (10,36%). Mas Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP) levou a parada logo no primeiro turno, com 813.813 votos (52,46%).
O governador e candidato à reeleição Iberê Ferreira (PSB) obteve 562.256 votos (36,25%).
Mentor político de Rosalba, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado pensou uma campanha para ser ganha num turno. Sabia que o segundo turno poderia ser outra realidade; talvez adversa.
Em 2014, mesmo não pedindo votos para nenhum dos rivalizantes do segundo turno, Paulino nitidamente teve boa parcela de seus votos acoplada à candidatura de Robinson Faria.
Teremos outro fenômeno pontual em 2018, que possa determinar o segundo turno?
Se Robinson for candidato à reeleição, ele poderá ser esse nome. Não o vejo com condições mínimas de ser reeleito, mas pode determinar quem não será o seu sucessor.
Portanto tratem-no bem. Ele está no jogo.
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Anote: são dois os maiores desafios para o candidato a cargo eletivo na campanha eleitoral que se aproxima. Primeiro, convencer o eleitor a sair de casa para votar em alguém. Segundo, a votar nele (o candidato). Tarefas dificílimas.
O prefeito de Macau, jornalista Túlio Lemos (PSD), perdeu apoio do vice-prefeito Rodrigo Aladim (PSB) e dois vereadores. Nada demais. Se a gestão se ajustar às exigências de um novo tempo administrativo, poderá reordenar seu grupo à longa jornada gerencial e planificar um provável projeto de reeleição com novos atores. O administrativo de resultados é que determinará o peso e o valor de cada um adiante. Não é fácil gerir a massa falida que recebeu.
As postulações a deputado estadual da ex-prefeita apodiense Gorete Silveira (MDB, veja AQUI) e a do ex-prefeito de de Almino Afonso Bernardo Amorim (MDB, veja AQUI) ferem de forma letal dois deputados que vão tentar a reeleição à Assembleia Legislativa. Gustavo Fernandes (MDB) e Carlos Augusto Maia (PSD), respectivamente, tinham eles como importantes ativos de apoios eleitorais na região Oeste. Precisarão refazer as contas rapidamente, buscando alternativas saneadoras.
Queiroz: faixa própria (Foto: AL)
O deputado Nelter Queiroz (MDB) não tem qualquer nome definido ao Governo do Estado. Até aqui, nada de se inclinar pela possível candidatura ao governo do prefeito natalense Carlos Eduardo Alves(PDT) ou qualquer outra opção.
Pode muito bem fazer campanha em faixa própria, sem advogar um nome em especial ao governo. Pelo menos hoje, essa parece ser sua posição. Hoje.
O reducionismo intelectual, o insulto à inteligência alheia e a pequenez ideológica estão tangendo o debate sobre a Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro para outro Fla-Flu politiqueiro. Aspectos técnicos, sociais, constitucionais e econômicos do caso são relegados a um segundo plano ou mesmo ignorados. Leia: Intervenção na Segurança Pública e a cosmetologia.
Há um superdimensionamento em parte da imprensa da capital ao papel do vice-governador Fábio Dantas (PCdoB) na sucessão estadual. Menos, menos. Ele só será importante numa hipotética desincompatibilização de Robinson Faria (PSD) para ser candidato a deputado estadual ou outro cargo que não seja novamente ao governo. Fora disso, nada muito além do comum.
Além da “judicialização de laboratório” e noticiário requentado, a política em ano eleitoral vai ter carga letal de dossiês. Então é bom irmos nos preparando com pipoca e guaraná. Teremos episódios emocionantes no jogo de sobrevivência e subsistência dessa fauna.
A Câmara Municipal do Caicó fez sessão solene no sábado (17) para marcar os 100 anos de nascimento do ex-deputado estadual e ex-prefeito Manoel Torres. Ele era de uma linhagem quase em extinção na política nativa. Viajava a trabalho sem fazer uso de diárias. Era muquirana com o dinheiro público, incansável com o controle financeiro do erário e com a probidade.
A discrição, fidelidade e atenção da chefe de Gabinete Edna Paiva têm sido a sombra da prefeita ausente (em férias internacionais) Rosalba Ciarlini (PP), na sede do governo municipal de Mossoró. A prefeita em exercício Nayara Gadelha(PP) governa ‘entubada’.
O ex-prefeito de Parnamirim Maurício Marques pode aparecer como nome à Assembleia Legislativa neste ano. Está se mexendo para esse fim. Ele governou o município por dois mandatos, aboletado no cargo pela forte influência do antecessor Agnelo Alves (PDT), já falecido.
TÚLIO RATTO – JANELA INDISCRETA

Carlos Santos
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