MP apreende 130 mil santinhos de Fátima que indicavam Lula ainda como candidato

Fátima bezerra
O Ministério Público Eleitoral no Rio Grande do Norte apreendeu nesta sexta-feira, 28, materiais gráficos, entre santinhos e panfletos, pertencentes a candidatos da coligação “Do Lado Certo”, encabeçada pela candidata do PT ao Governo do Estado, Fátima Bezerra. O comitê de campanha da petista – em Candelária, na zona Sul de Natal – foi um dos endereços onde houve cumprimento de mandado. Apenas lá, foram recolhidos 130 mil impressos.
O objetivo da operação foi recolher material de propaganda eleitoral que apresentasse o ex-presidente Lula ainda na condição de candidato à Presidência pelo PT. Preso em Curitiba e cumprindo pena após condenação em segunda instância na Lava Jato, Lula teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral com base na lei da Ficha Limpa.
As buscas foram autorizadas pelo juiz Almiro Lemos, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte. A ação acontece após o Ministério Público Eleitoral receber diversas denúncias de que candidatos do PT insistiam em distribuir materiais gráficos com Lula candidato. A partir das acusações, o MP Eleitoral instaurou uma investigação e, com as provas que reuniu, requereu as buscas.
A assessoria de Fátima Bezerra declarou que os materiais que apresentam Lula na condição de candidato à Presidência foram confeccionados ainda no período em que a candidatura do petista estava oficializada. O ex-presidente foi substituído por Fernando Haddad (PT) em 11 de setembro.
“Não há nenhuma irregularidade na campanha da candidata Fátima Bezerra, que respeita, mas lamenta a atuação do Ministério Público e da Justiça Eleitoral, por lançarem mão de medida desproporcional e desnecessária em virtude de situação que já estava sendo administrada em outro processo com toda transparência”, afirmou a assessoria, em nota.
O deputado estadual Fernando Mineiro, candidato a federal pelo PT, reiterou o conteúdo da nota emitida por Fátima Bezerra e disse que deseja a vigilância do Ministério Público Eleitoral no cumprimento da lei se estenda a todos os candidatos e partidos.
“Assim, a campanha e o resultado da eleição não serão desvirtuados por ilegalidades — como a compra de votos, por exemplo — que ainda são praticadas por determinados políticos, nem sempre flagrados pelo Ministério Público”, destacou o petista.
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