Acusada da morte de dois filhos estuprados e queimados pastora foi absolvida

Depois de 3 prisões consecutivas, a pastora Juliana Salles foi absolvida pela justiça e não responderá pela morte de seus dois filhos no ano passado

A pastora Juliana Salles, foi absolvida pela justiça após ter sido denunciada pelo MPES por duplo homicídio, estupro de vulnerável e fraude processual na forma omissiva.
 pastora - Após ser acusada da morte de dois filhos estuprados e queimados pastora foi absolvida
A decisão foi concretizada quinta-feira (02), pelo juiz André Bijos Dadalto da 1ª vara criminal de Linhares. A pastora não irá a júri popular pela morte de seus dois filhos, que aconteceu no dia 21 de abril de 2018.
Os meninos foram estuprados e queimados. Estes, haviam ficado em casa após sua mãe ter realizado uma viagem a um congresso de dança profética.

Esclarecimento do ocorrido no ano passado

Juliana, como mencionado logo a cima, estava em Minas Gerais no congresso de dança profética. Consigo, havia levado seu filho mais novo, porém os mais velhos teria ficado com o Marido.
Apesar do indulto da pastora, o seu cônjuge Georgeval Alves continua como réu no processo. Assim sendo, ele responderá em breve por, homicídio duplamente qualificado, estupro de vulnerável e tortura. O mesmo, será levado a júri popular, ainda sem data marcada.

Por que a pastora foi absolvida pela justiça?

Segundo a decisão do magistrado, não há indícios nas provas materiais e nos depoimentos que evidenciem Juliana como culpada pelo crime.
“Isso porque, além da mesma não está nesta comarca na data do fatídico, nenhuma das provas produzidas nos autos foram cabais de convencer este juízo de que ela tenha, de qualquer forma, concorrido para a prática delituosa na forma omissiva”, diz a pronúncia.Por fim, ao haver coletado alguns depoimentos, o juiz pôde notar que a pastora não era culpada. Pois, todos que conhecem a conduta da líder religiosa, presenciaram o comportamento da mesma para com seus filhos.

Contudo isso, o magistrado pontuou que no mínimo o que prevê é que as vítimas estavam em perigo por estarem sozinhas com o réu.

Saiba mais

Caso Kauã e Joaquim: depoimentos de testemunhas revelam indícios de frieza e crueldade na morte dos irmãos
Em um documento de 27 páginas, o juiz decidiu pela pronúncia de Georgeval Alves, pai de Joaquim e padrasto de Kauã. Já Juliana Sales, mãe das crianças, não será levada a júri popular
Portanto, o MP por meio da promotoria de Justiça de Linhares, disse que foi notificado da decisão nessa quinta-feira. Além disso, foi informado que o MP vai analisar as providências a serem adotadas.
Desleixo ao informar erroneamente o quarto onde as crianças estavam na noite do incêndio; nenhuma tentativa de entrar na residência; ausência de lesões ocasionadas por queimaduras ou corpo sujo de cinzas; questionamento durante a perícia para saber se Kauã e Joaquim haviam sofrido para morrer; organizar uma entrevista com jornalistas para falar dos fatos dias após a morte das crianças.
Os trechos acima foram citados por testemunhas e referem-se ao comportamento de Georgeval Alves na noite do incêndio que matou os irmãos Kauã Sales, de 06 anos, e Joaquim Alves, de 03 anos. Os fatos narrados causaram “estranheza” ao juiz responsável pelo caso, André Bijos Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares.
Em um documento de 27 páginas, o magistrado decidiu pela pronúncia de Georgeval Alves, pai de Joaquim e padrasto de Kauã. Isso significa que Georgeval vai a júri popular pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, estupro de vulneráveis e tortura. Já Juliana Sales, mãe dos irmãos e esposa de Georgeval, foi impronunciada, ou seja, não será levada a júri popular. Os dois também respondiam pelo crime de fraude processual (modificar o local do crime, os objetos relacionados etc.), mas ambos foram absolvidos sumariamente desta acusação.Os irmãos Joaquim e Kauã, de 03 e 06 anos, respectivamente, foram mortos carbonizados no dia 21 de abril do ano passado, na residência onde moravam com a família, em Linhares. Segundo a Polícia Civil, Georgeval Alves estuprou, agrediu e queimou as crianças ainda vivas. Juliana Sales não estava em casa no dia do crime, mas foi acusada de omissão pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
Fonte: Folha Vitória
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