Onze vereadores são presos por uso irregular de verbas públicas

Onze vereadores de Santa Rita e o contador da Câmara foram presos em operação. Foto: Maps
Uma operação organizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB) prendeu em flagrante, nesta terça-feira (5) onze vereadores e um contador da Câmara Municipal de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. O grupo, detido em uma BR quando retornava à cidade, é suspeito de desviar R$ 69 mil em dinheiro público para custear, de forma irregular, uma viagem de quatro dias para Gramado, no Rio Grande do Sul.
Os parlamentares começaram a ser investigados depois de o Ministério Público suspeitar da viagem, justificada pelos vereadores pela necessidade de participar de um seminário na cidade gaúcha. Pelo que foi investigado, porém, eles estiveram somente em uma palestra. A empresa que organizou o viagem é de Sergipe. O delegado Allan Terruel, responsável pelo inquérito que apura os possíveis desvios, afirma ter provas de que os vereadores forjaram o evento para custear a viagem com recursos públicos.
Além da ida a Gramado, outras viagens feitas pelo grupo também estão sendo analisadas pela polícia. Sob a justificativa de participarem de eventos semelhantes, parlamentares da cidade também estiveram em Pernambuco e no Paraná. A operação, batizada de Natal Luz, tem a participação das polícias da PB, SE e RS. Os vereadores e o contador foram detidos e encaminhados para a Central de Polícia de João Pessoa, onde foram autuados pelo crime de peculato. Os presos devem passar por uma audiência de custódia até o fim do dia.
Os vereadores presos foram identificados como Anesio Alves de Miranda Filho (presidente da Câmara), Brunno Inocêncio da Nóbrega Silva, Carlos Antônio da Silva, Francisco de Medeiros Silva, Diocélio Ribeiro de Sousa, Francisco Morais de Queiroga, João Evangelista da Silva, Ivonete Virgínio de Barros, Marcos Farias de França, Sérgio Roberto do Nascimento, Roseli Diniz da Silva. Além deles, o contador Fábio Cosme também foi alvo da operação.
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