Focos de incêndio na Amazônia sobem 30%

Área queimada da Amazônia em Humaitá, no Estado do Amazonas
O número de focos de incêndios na Amazônia cresceu 30,5% em 2019 na comparação com 2018, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
No ano passado, o aumento das queimadas na floresta amazônica gerou críticas internacionais à política ambiental do presidente Jair Bolsonaro, assim como atritos entre ele e o presidente da França, Emmanuel Macron, entre outras personalidades mundiais.
Segundo o Programa Queimadas, do Inpe, que aponta o número de focos de incêndio detectados mês a mês desde 1998, o total de foco de incêndios na Amazônia foi de 89.178 em 2019, alta de 30% na comparação com os 68.345 focos de incêndio detectados na floresta em 2018.
As queimadas, entretanto, ficaram abaixo da média da série histórica, de 109.630 focos de incêndio na Amazônia por ano, ainda de acordo com dados do Inpe.
Bolsonaro tem sido alvo de críticas de ambientalistas, que afirmam que seu governo tem desmontado estruturas de fiscalização na área e que seu discurso, de defesa de avanço da atividade econômica na floresta --como por exemplo do garimpo em terras indígenas--, tem contribuído para o aumento do desmatamento.
O presidente chegou a responsabilizar organizações não-governamentais pelo aumento das queimadas na Amazônia e também apontar para o astro de Hollywood Leonardo DiCaprio, que também é um ativista ambiental.
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